ESTADO DO PARÁ DESGOVERNADO

10/05/2014 19:46

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SILVA, J. A

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ESTADO DO PARÁ DESGOVERNADO

Viajando pela Transamazônica e demais Rodovias que cortam o Estado de Norte a Sul de Leste a Oeste você se depara com a falta de responsabilidade pública por parte dos gestores públicos municipais.

Em primeiro lugar é claro e percebível que o Estado do Pará está desgovernado, falta políticas públicas por parte do Governo do Estado para se resolver problemas sociais diversos em todo o Estado.

Não se ver nos Municípios investimentos quanto ao desenvolvimento nos setores da Educação, Saúde, Transporte, Geração de Trabalho e Renda, Investimento na Cultura e Desporto, Habitação e Infra Estrutura Portuária e etc. O Estado encontra-se abandonado pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

As pessoas padecem nas filas dos Hospitais esperando um atendimento médico e não conseguem nem sequer serem atendidas, quando conseguem é um atendimento relâmpago (The Flax), as escolas sucateadas, sem materiais didáticos, sem tecnologia, sem infraestrutura, professor recebe salário de fome e etc. As rodovias esburacadas intrafegáveis, precisando ser refeitas, duplicadas e etc.; o alto índice de desemprego é uma constante e a cada dia aumentam o número de trabalhadores informais, pessoas vivendo em estado de pobreza extrema, fome e etc.; habitação nas grandes cidades do estado e principalmente nas cidades onde se desenvolvem os grandes projetos como Belo Monte e Vale do Rio Doce em Eldorado dos Carajás aumenta a cada dia o número de desabrigados, portanto, o Legislativo não elabora projetos de políticas públicas e nem fiscaliza as ações do Executivo que não executa nada a não ser corrupção em longa escala, o Judiciário não faz com que se cumpram as leis, daí temos um Estado Laico-Neoliberal que se ausenta de políticas públicas.

Os Municípios de Marabá, Região de Eldorado dos Carajás, Parauapebas e Altamira são os principais municípios sem contar a Metrópole de Belém que mais sofrem com as conseqüências dos impactos sociais, ambientais e culturais gerados devido aos grandes projetos como Belo Monte e, projetos de Mineração como: Vale do Rio Doce e Albraz em Barcarena.

Cidades como Marabá, Altamira e Parauapebas viraram um caos social urbano com o inchaço populacional e, consequentemente a criminalidade subiu para o ranque de medalha de ouro.

Indo de Belém para Altamira, por exemplo, a viagem chega a 2oh, a Rodovia Transamazônica ainda apresenta dificuldades em sua trafegabilidade mesmo já tendo um bom trecho de pavimentação asfaltica de Novo Repartimento até Altamira, sendo os primeiros quilômetros de Asfalto de PACAJÁS, ANAPU e os do Km 18 em ALTAMIRA já apresentam buracos na pista. Como se não bastasse tantos problemas a ponte de Moju arrebentada por uma balsa á um mês atrás e outra agora recentemente deixa caminhões, ônibus e veículos menores horas e horas numa imensa fila que chega a km de extensão. Na Balsa de Belo Monte se perde ao menos três horas de espera para fazer a travessia no espaço de rio entre terra de mais ou menos 300 metros, onde já se deveria ter sido realizado a construção de uma ponte para a travessia do Rio Xingu/Belo Monte.

Em Altamira os altos índices de assassinato, crimes de assaltos, drogas, prostituição, descaso na saúde, educação e problemas de urbanização são problemas sociais sérios em que não há ações por parte dos gestores públicos municipais e estaduais. Altamira se encontra abandonada pelo poder público nas três esferas Municipal, Estadual e Federal ligada aos três Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Gostaria de saber onde estão às ações do Governo do Estado que tanto propaga nos meios de comunicação de massa que está trabalhando e mudando a cara do Pará com obras? 

Lamentavelmente as rodovias que cortam o Estado do Pará sejam Estaduais ou federais estão esquecidas pelos governantes tanto estaduais como federais. É vergonhoso termos um Projeto de dimensão mundial como é o caso da Hidrelétrica de Belo Monte sendo a terceira maior obra do mundo em atividade e ao mesmo tempo e lugar se tenha problemas sérios como a travessia do Rio Xingu por meio de duas balsas que chega a três horas ou mais a passagem de um lado para outro da Rodovia. Portanto os Municípios e as Rodovias no Estado do Pará de Norte a Sul de Leste a Oeste estão um caos, não há ações do poder público para se resolver os problemas que são amplos e complexos.

Há que se tomar providências urgentes para se conter tantos problemas sociais. A sociedade paraense precisa se mobilizar e cobrar dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário que coloquem em práticas políticas públicas de desenvolvimento social, cultural, ambiental, econômico e político de forma que garanta a aplicação da Constituição Cidadã de 1988.